segunda-feira, 15 de fevereiro de 2021

CHOREI DESCANCANDO BATATAS OU UMA VISÃO POÉTICA DA TRAGETÓRIA DO FEMININO NA HISTÓRIA DA HUMANIDADE

 PRÓLOGO

Primeiramente gostaria de denotar que embora sendo eu, quanto posso, comunicóloga, psicanalista, roteirista, escritora  de ficção e pretensa poetisa, o texto a seguir não pertence a nenhum campo específico nem se relaciona diretamente com a psicanálise de nenhuma forma, exceto por ter sido inpirado devido ao fato de estar correntemente me submentendo à análise, recentemente retomada. O simples ato de submeter-se a qualquer forma de psicoterapia desencadeia espontaneamente certos processos psíquicos voltados ao nosso próprio desenvolvimento psicólogico e à cura de nossas feridas emocionais. Para mim particularmente, escever textos ou poesias sempre foi terapêutico.

Daí que meus textos, sejam eles de cunho teórico, acadêmico, ficcional ou poético, sempre me ajudam a traduzir e elaborar meus conteúdos, antes de ocupar-me com a forma ou a retórica. As palavras sempre me foram melhores amigas íntimas que colegas de trabalho. E a este texto em questão, calhou sair-me ligeiramente poético, ligeiramente filósófico e um tanto quanto analítico. Assim decidi publicá-lo em todos os (poucos) feeds que mantenho.

Comecei a escrevê-lo durante as férias do trabalho de 2019. Por n motivos, terminei de escevê-lo somente hoje. Em conclusão, acredito que precisei de todo este tempo para digerir completamente todas as percepções que tive naquele novembro chuvoso repleto de solitude na praia.

Uns 2 anos antes disso, uma necessidade profunda de rever meu paradigmas e minha maneira de viver fizeram com que eu me retirasse pouco a pouco de todas as obrigações profissionais, acadêmicas e sociais que não fossem essenciais e eu atravessava um longo período de recolhimento e introspecção.

À época daquelas férias, eu me debatia especificamente com algumas questões pessoais e conflitos internos referente a minhas relações comigo mesma, com outras pessoas em geral e também no sentido romântico. Sentia necessidade de rever como eram construídas por mim essas conexões e que papéis eu atribuía a mim mesma nessas relações, como ser humano e como mulher. Casualmente tinha férias vencidas a gozar e me dispuz a usar alguns desses dias livres para trabalhar mental e emocionalmente essas questões. Escrever sempre me ajudou a processar meus afetos e depois de alguns poderosos insights tentei materializá-los num texto, mas não pude concluir pois os conteúdos pareciam ainda muito fluídos e fugidios.

Fui capaz de terminá-lo hoje, enquanto buscava referências e tentava escrever um roteiro de audiovisual (que obviamente ficou inacabado) que ilustrasse figurativamente os níveis de consciência e a necessidade de a expandirmos em direção à universalidade para a sobrevivência, não apenas da epsécie humana, como de toda vida na Terra. A conexão entre os assuntos se deu na figura do feminino arquetípico, que ofereceu respostas às minhas questões em 2019 e que surge agora como elemento chave requerido para a transformação global que a consciência humana precisa adotar para a nossa sobreviência e sanidade.


São Paulo, 15 de fevereiro de 2021.

Priscila Rizzi