domingo, 6 de outubro de 2013

Rimando e jorrando

Não desejo o ordinário
e não espero ser compreendida
minhas vaidades são ao contrário
e pouco precisam ser nutridas

poetizando pouco importa
se é poesia ou estupidez que escrevo
é sempre a palavra que corta
e para minha fortuna é o trevo

escrevendo e vivendo sinto igual
emoções várias e sortidas
e só não escrevo o capítulo final
porque pela curiosidade sou movida

escrevo e vivo em rimas tortas
sempre com uma interrogação em riste
e se eu tentasse outras portas?
se mover-se é o único caminho que existe

E se eu ousasse alcançar novos sonhos?
se desejar experimentar novos desejos?
nunca o degrau, nem o final será enfadonho
se me movo e ao desconforto mando um beijo

vivo de rimas pobres e ânsia rica
me desconhecendo para saber quem sou
com princípios nobres e libido em bica
jorrando loucuras que o ego não contém...

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