Mulherzinhas do mundo
Uma palavra de gratidão quero deixar a todas
Por transformarem para os homens o amor
Que trata de comunhão sublime
De integração dos opostos
Num cabresto e numa jaula
E vossas vaginas, de passagem ao divino infinito
em portal para a perdição,
Boca insaciável de deusa-vulcão exigindo sacrifício
Em armadilha de escravidão ao mundo dos sentidos
Graças a vocês, fêmeazinhas
O amor, tão belo e sagrado
Para os homens é como a cruz ao diabo
Cuidado equivaleu a servilismo
Prazer se tornou dor
Beleza é futilidade
Carinho, moeda de troca
E afeição, sinônimo de interesse
Agradeço também aos machões
que educaram essas damazinhas
com rédias curtas e chicote
que o amor é uma disputa
que devem manipular com doçura
para não serem subjugadas pela força
Agradeço a todos vós
por banalizarem o amor
por transformá-lo numa palavra imunda e pavorosa
Assim coube a mim buscar uma palavra nova!
Pois como disseram os poetas dos sonhos do novo milênio
Se "outrora eu buscava o Amor
Agora eu busco a Vida"
Deixo a vocês este amor gasto e surrado
e também minha gratidão
Pois para mim
eu desejo VIDA

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