segunda-feira, 6 de abril de 2009

Chove

Quando chove a minha alma se compraz
e enfim com os céus se comunica
a abóbada cinzenta, o aguaceiro voraz
a tormenta ruge fora e dentro suplica
Sem afrontas de um pôr-do-sol deslumbrante
sem rir-se descarado do meu pranto
não suporto mais tanto desplante
deixem-me só aqui no meu canto

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