Por que veio você tirar meu sono?
Por que soprar as nuvens cinzentas do meu céu?
Por que querer cativar um bicho indômito?
Por que revelar o que é velado?
Estava tudo decidido e pronto e acabado!
Mas não... nunca a permanência
O homem que quer dominar os raios
Traz a tormenta e a tempestade
Cria reviravoltas, redemoinhos sem controle
Força, ocultando a brisa doce
das tuas palavras penetrantes e perturbadoras
A mesma brisa que beijou a face de Psiquê
Esperando por Eros nos rochedos ameaçadores
Não sopra tua brisa, não murmura teus sussurros...
Poderá sustentar a força que deseja libertar?
Poderá manter as promessas
dos sonhos que insiste em me fazer sonhar?
Como Psiquê, estou no alto dos rochedos agora
posso despencar ou voar...
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