quarta-feira, 22 de abril de 2009

Ventos do Norte

Eu clamo pelos ventos do Norte
os mais frios e furiosos
é por eles que eu rogo
sua força avassaladora

Se eu morrer agora
quem irá chorar por mim?
Se seu olhar descuidado
me atravessa com veemência

Em que abrigo irei me ocultar?
Não! Clamo os ventos do Norte
que me atravessem com furor
que purifiquem até a morte!

Não quero lágrimas
nem mãos estendidas
seja igual a mim
não me dê nada

Apenas fique e observe
enquanto lhe apraz
e tome seu caminho
quando for a hora

Só o que levo são palavras
carregadas pelo vento
e minha gargalhada que ecoa
para bem além do tempo

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